Continuando os relatos… ainda dia 1 🙂

Estávamos no voo da COPA, que saiu de Manaus apenas às 5h. Eu sabia que o Panamá tem o fuso uma hora a menos em relação a Manaus (santo Google!), então lá ainda seriam 4h da manhã… Nossa preocupação e de todos os demais que fariam conexão era saber se a perderíamos ou não. Mas enquanto não sabíamos, bora tentar descansar, né?

Meu marido não gosta de avião e fica tenso a viagem TODA. Mas como ele estava muito cansado com as comemorações do casamento, até que conseguiu dormir um pouco. Eu também, embora não tenha perdido a refeição – rsrs. Após uma hora de voo, serviram o café da manhã, mas nada inesquecível: frutas em pedaços (melancia, abacaxi e mamão), pãozinho, manteiga, presunto (esquisito, fatia grossa), café. Deixei as frutas (não sou fã de gelado logo cedo). Meu marido só tomou água.

Na fila do banheiro, acabei conversando com duas mulheres: uma, que estava à nossa frente na fila do check in, ia para Aruba; a outra, com um casal de filhos adolescentes, ia para Orlando também e estava bem preocupada com o horário. A de Aruba estava mais tranquila pois sua conexão era apenas às 9h. A de Orlando não tinha certeza do fuso e não sabia se daria tempo. Eu comentei sobre a diferença de uma hora para menos e, pelas contas, chegaríamos 20 minutos antes do nosso voo para Orlando, previsto para às 7h48 da manhã. Eu até acreditei que a COPA pudesse atrasá-lo para nós, pois era a mesma companhia…

Chegamos à Cidade do Panamá às 7h25 hora local e nosso voo para Orlando sairia em 23 minutos. Estávamos preparados como velocistas para correr. Literalmente correr! Não precisaríamos pegar nossa mala, já estávamos com o cartão de embarque para Orlando, então tudo que teríamos de fazer era… correr!

Certamente faríamos isso se nos tivessem permitido…

O avião aterrissou, mas não tinha onde taxiar. Acreditam??? Ficamos parados, nada mais nada menos, do que uma hora! A essa altura, todos já tentavam fazer um plano B. O boato era o de que, além do nosso, só existia mais um voo para Orlando e este saía às 11h50, hora local. E se perdêssemos esse também?

Ao nosso lado, tinha um casal. O homem reclamava muito, muito mesmo. Ele não parava de chamar a comissária querendo saber o que se passava. O impressionante é que ninguém da COPA dava satisfação. Somente com mais de 20 minutos parados é que o comandante veio falar. Disse que o aeroporto do Panamá estava sem sistema e que em razão disso nenhum avião tinha levantado voo e por isso não havia espaço para taxiar. O bom da notícia é que pudemos saber, então, que o nosso voo estava em terra. Informação garantida pela chefe dos comissários… então tá, né?

Já perto de completar uma hora parados, o comandante teve autorização para aproximar mais o avião do aeroporto, possibilitando a descida dos passageiros por meio do uso das escadas móveis. Oba! Mas quem disse que foi rápido? Assim que o avião parou, todos se levantaram. Eu imediatamente pulei pro corredor. Passaram-se 5, 10, 15 minutos e nada da escada. E volta todo mundo a reclamar!

A essa hora, quase 9h da manhã hora local, eu já me perguntava o que faríamos. Não parava de pensar no roteiro elaborado e no quanto ele poderia ser prejudicado. E nossa reserva no hotel? E o carro? E se tivéssemos de ficar no Panamá?

Carlos estava mais que exausto. Ele nem falava… e ainda teríamos outro voo de três horas até Orlando… Trinta minutos se passaram e finalmente a escada e o ônibus chegaram. Entramos no primeiro e logo logo estaríamos entrando no Aeroporto do Panamá.

O acesso é bem fácil e tranquilo. Se for fazer conexão, é só subir as escadas rolantes e você sairá diretamente no hall de embarque. Só que nesse momento a visão que tivemos foi a do inferno! Pensem num aeroporto lotado! Pensaram? Dupliquem a imagem!

(aqui teria uma fotinha, mas… vocês já sabem 😦 )

Todos que desceram do voo se espalharam. Nós precisávamos ir ao banheiro e fomos atrás de um. Em seguida, veríamos o que fazer. No aeroporto tem dois centros de informação da COPA (pelo menos os que vimos), um no final do aeroporto, na altura do portão 31, perto dos banheiros onde fomos, e outro mais no meio do aeroporto, entre os portões 21 e 25. Nesse segundo não sabíamos nem que fila entrar. Eram umas 5, 6, para um único balcão, fora as pessoas que estavam ao redor. Lembram daquele homem que não parava de reclamar? Ele era um desses.

Na tela dos voos, o nosso já nem aparecia. Tinha um outro, 446, para Orlando saindo às 11h50. Será que iríamos nele?

Resolvi procurar aqueles que eu sabia que iam para Orlando: um casal conhecido do Carlos, aquela mulher com o casal de filhos com quem eu falei na fila do banheiro do avião e um outro casal com dois filhos meninos, que ficaram próximos a mim no ônibus do avião até o aeroporto. Lembro-me bem que o mais novo estava muito animado e não parava de dizer que ia para a Disney.

Todos localizados, eles sabiam tanto quanto nós. O pai dos meninos resolveu tentar furar a fila pro balcão e, enquanto isso, cada um foi para uma fila. Lá pelas tantas, isso já devia ser umas 10h30, uns começam a chamar os outros dizendo que nosso voo, o 141, estava no portão 9. Corre todo mundo para lá!

Chegamos, a plaquinha dizia “Orlando” e não tivemos dúvida: é aqui mesmo!

Pela primeira vez passamos pela revista que nos faz tirar sapatos e bolsas e casacos, mas estávamos mega aliviados por termos conseguido pegar o nosso voo, que por sua vez decolou quase vazio às 11h30.

O avião era maior, um boing 737-800, com telas a cada 4-5 filas, mas o filme que escolheram foi péssimo (O Cavaleiro Solitário) e eu nem assisti. Carlos dava umas cochiladas de vez em quando, mas eu não consegui dormir.

Uma hora após a decolagem, serviram o almoço. Escolhi massa. Carlos mais uma vez não comeu e só ficou na água.

Tirando todo o cansaço e a correria, o voo foi tranquilo. Chegamos a Orlando por volta das 15h20, hora local. Ao contrário do Panamá, a saída do avião foi bem rápida e logo estávamos em solo americano. Um sonho para mim, que estive lá há 18 anos… Fomos seguindo o fluxo e logo estávamos na sala da imigração. E que sala, né? Juntamente conosco chegaram outros dois voos. Acho que fomos o segundo a chegar, pois a fila ainda estava pequena quando a adentramos. Esperamos por volta de 30 minutos. Fomos ao guichê 11. Um senhor chamado Bruce Boice nos atendeu. Inicialmente ele nos ignorou. Parece que havia sujado de tinta, aquela do carimbo, a mesa dele e ele a estava limpando. Pegava o álcool e um pequeno lenço de papel e limpava pacientemente. Quando ele resolveu nos olhar, disse: “Oi!, Marido e mulher?”. E eu: “sim, recém-casados. Estamos em lua de mel”. Ele nos congratulou, pegou meu passaporte, anotou alguma coisa, pediu para eu colocar quatro dedos da mão direita no sensor; o mesmo para o meu marido, que registrou os quatro dedos de ambas as mãos. Não disse nada mais, carimbou nossos passaportes e nos devolveu.

Saímos e fomos seguindo as placas. Pegamos nossa única mala e fomos pegar o “ORLANDO MOVER” para o RCC (Rental Car Center) de lá – rsrs, mas antes entregamos o formulário que preenchemos no avião. As únicas perguntas que o senhor nos fez foi se levávamos cigarros ou bebidas (devemos ter cara de birinights, só pode – kkk), ao que respondemos que não. Ninguém nos perguntou onde ficaríamos, quanto tempo ficaríamos e quanto dinheiro levávamos… Daí sim fomos para o trenzinho. Muito tranquilo! Aliás, Orlando é uma mãe, gente! Cidade muito, mas muito bem sinalizada, na qual se você tiver um mínimo de direção, o GPS é dispensável!

Chegamos ao saguão principal e.. eu achei pequeno! Pelas fotos que eu tinha visto de outros viajantes que postaram num fórum que eu acompanho, parecia ENORME, mas eu não achei. Mas isso não é problema. Pelo menos é o único que eu conheço que tem loja da Universal, do SeaWorld e do Kennedy Space Center no mesmo lugar!!! Kkkk.

Para ir às locadoras, basta descer as escadas. Elas estão logo ali esperando por você. Fomos direto para a Alamo, onde eu havia reservado um carro categoria ICAR (intermediate). Não havia ninguém no balcão e fomos logo atendidos pelo Demian. Eu entreguei o voucher do HappyToursUSA, ele pediu habilitação e cartão de crédito (aqui foi o teste do meu cartão para saber se estava autorizado). Eu pedi GPS (não estava na reserva original), pois nosso celular não pegou o roaming internacional (só aí descobrimos que teríamos de habilitá-lo) e eu fiquei com medo de nos perdermos. Pedi também para devolver o tanque vazio. Demian não nos empurrou absolutamente nada!

Cartão pré-autorizado, pegamos os papéis que ele nos deu, atravessamos a rua e seguimos para a fila de midsize. Era um mundo de carro. Fomos olhando rapidamente, até que paramos num Cruze. Eu abri a porta, mas estava com cheiro de cigarro. Ao lado tinha um branco, lindo, que só esperava pela gente. Era um Dodge Avenger, que foi a primeira coisa que queríamos ter trazido de lá. Está nos fazendo muuuuuita falta – kkkk

O carro era novíssimo, apenas 750 milhas rodadas. Falei para o Carlos dar uma olhada geral no carro, pois já li que um colega do VPO encontrou um pacotinho de maconha debaixo do tapete do porta-malas do carro que ele alugou e eu não gostaria nem um pouco de ter uma surpresa desagradável dessa. Olhamos também os porta-trecos e não havia nenhum resto de chiclete, gosma verde nem nada do tipo.

Guardamos nossa mala no ENORME porta-malas e a mochila jogamos no banco traseiro. Imediatamente imaginei as cadeirinhas das nossas filhas nele… ah, saudade! Antes de dar a partida, dei uma estudada no cambio automático. Fui dirigindo e naquele primeiro momento eu já sentia que aquele carro nos pertencia – kkk

Ligamos o GPS apenas depois de sairmos do prédio e decidi ir para a International Drive. Estávamos bastante tempo sem contato com nossa família e isso estava nos preocupando, por isso a intenção era passar numa T-Mobile e comprar um chip. Cheguei lá apenas seguindo as placas. Paramos primeiro no Miller’s Ale House, que eu já sabia que ficava próximo de onde estávamos. Precisávamos também almoçar, Carlos principalmente.

Estacionamos atrás do restaurante e entramos. Que lugar legal!!! Carlos adorou! Estava tendo jogo de futebol americano e tinha um pessoal no salão da frente. Torciam e gritavam , uma zueira organizada bem interessante. Ficamos no segundo salão e fomos logo atendidos pelo “Jonhson” – esse era o nome que estava na camisa de jogador de futebol americano que ele usava.

Pedimos 12 OZ NEW YORK STRIP para o Carlos e 35 SHRIMP SCAMPI para mim e duas coca-colas. Surpresa ao recebê-las: copos ENORMES!!! Acho que devia ter um litro em cada!

A comida chegou um pouco depois. Pratos bonitos, mas não tão apetitosos. O meu era linguini com 35 camarões (eu sou a LOUCA por camarão) e esse prato dava para uns três comerem. Gente, eu comi muito e o prato não acabava. Faltou algum tempero… e também achei os camarões meio crus. Da próxima vez pedirei para cozinharem bem. É esse prato da foto, que aparece na página principal do site do restaurante:

Miller´s Ale House

O prato do Carlos era lindo. E parecia estar muito bom, ou a fome era tanta, porque ele comeu tudo! Era esse aqui, mas com batata frita no lugar da assada:

Miller´s Ale House

Miller´s Ale House

De lá, seguimos para o Walmart da John Young Parkway, e foi quando utilizamos a Irene (GPS) pela primeira vez. E dali eu já sabia que teria problemas com ela… Chegamos e não vimos T-Mobile nenhum. Saímos e resolvemos ir para o hotel. Isso já devia ser umas 17h30…

Da John Young, pegamos a Sand Lake e seguimos em frente até a Apokpa Vineland. Viramos à esquerda e seguimos em frente. Passamos por vários condomínios, um mais lindo que o outro. Logo avistamos o nosso hotel, o Fairfield Inn & Suites at Lake Buena Vista. Pequeno mas muuuuito agradável.

Deixamos o carro no estacionamento da frente e fomos à recepção. Lá entregamos o voucher da reserva, feita pela Bancorbrás, e qual foi a nossa surpresa ao não encontrarem! A atendente procurou no sistema, ligou para não sei quem e nada! Eu já estava ficando desesperada e pensando na zica que estava acontecendo… e ao mesmo tempo eu dizia para mim mesma: “calma, você está na Disney! E depois de 18 anos!!! E com seu marido na primeira viagem internacional dele!”

A atendente não achou, mas com aquele jeito americano de ser e estando nós em Orlando, que atitude ela tomaria senão nos acomodar??? Fomos para o quarto 212 (meu niver e meu perfume favorito!) no terceiro andar. Amei! Tudo muito lindo e limpo. Quarto amplo, com duas altas camas queens MARAVILHOSAS (a segunda coisa que quisemos trazer conosco), mesa de escritório com cadeira, uma poltrona, tv de tela plana, frigobar, microondas, cafeteira, ferro de passar, tábua de passar, amplo armário e um banheiro muito limpo e novo, com banheira.

Só deixamos as malas e saímos. Vimos que tinha um T-Mobile no centro comercial em frente ao estacionamento e fomos lá Já eram 18h e estava fechada. Mas ainda assim um rapaz veio até a porta nos dar informações. Falou que de qualquer forma a loja não nos serviria, pois lá só trabalham com planos mensais. Disse ainda que era para irmos ao Walmart mais em frente, na própria Vineland e pedir o plano “Two dollars day”. Agradecemos e fomos para o carro. Carlos ficou impressionado mais uma vez com a presteza americana. E eu me sentia em casa… entendem?

Seguimos para o Walmart. É muito grande, muito espalhado e tinha muita gente. Meu marido não tem paciência alguma em supermercados e lá não seria diferente. Acreditem! Não entrei em todos os corredores, não vi todas as sessões, não pude nem ficar uns 5 minutos na sessão da Disney. Só pegamos água (um pacote com 15 garrafas de 300ml por $2) e fomos atrás de adaptador para o celular, pois tivemos a brilhante ideia de esquecer o nosso! Achamos, compramos um e dois para carro (para o meu e para o dele). Passando na sessão de brinquedos, comprei duas Monster High por $13,99, uma para minha filha Cacau e outra para minha enteada Malu, e uma Branca de Neve Bailarina por $6,99 para minha caçula Bibi. Eu só não levei mais porque, de certa forma, nosso dinheiro estava contado. Seguindo adiante, compramos pilhas AAA e duas baterias (coisas de “aprendiz de eletrônica” do marido) e, na sessão Disney, duas blusas, uma para mim e uma para ele, para usarmos no dia seguinte nos parques.

Pagamos e só então nos informamos sobre onde encontrar o T-Mobile. A caixa nos disse que era lá dentro, no balcão dos celulares. Voltamos mas não tinha mais ninguém para atender. Desistimos e voltamos para o hotel.

Uma coisa que observei nas ruas de Orlando é que a maioria não tem iluminação pública, pelo menos as grandes vias e em trechos mais ermos. Somente os carros é que fazem a iluminação.

Na volta, paramos o carro no estacionamento ao lado do hotel, perto da piscina. Subimos com as compras e ficamos de descer após um banho para lanchar no Steak n’ Shake, no mesmo centro comercial da T-Mobile.

Já lá em cima, Carlos, de tão cansado, adormeceu quase que instantaneamente ao deitar. Eu ainda liguei a TV, assisti uns trechos de Modern Family num especial que estava passando ao vivo, fiz as contas dos gastos do dia e tentei fazer uma ligação internacional. Em vão. Eu não queria usar o cartão de crédito, mas também não tinha um cartão pré-pago.

O hotel tem wifi grátis e ao menos consegui conversar com meus irmãos e pedi a eles para avisarem a mamãe e esta, por sua vez, avisar minha sogra que ficara em casa com as crianças. Na segunda-feira daríamos o jeito de resolver isso.

Acabei pegando no sono e quando acordei era próximo de meia-noite. Carlos ainda perguntou se eu queria sair para comer mas eu disse que não. E assim terminou o nosso primeiro dia, exaustos, mas felizes por estarmos SIM em Orlando, de acordo com nosso roteiro 🙂

Até o próximo relato, com o 2º dia.

Saudações ºoº

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